29.3.10

Por onde andará Mauro Iasi ?



Esse foi meu professor de Ciência Política e Teoria Geral do Estado, muito bom professor.

Nós alunos de 2008 da FDSBC, fomos, até agora, os últimos paulistas a cursar esta disciplina, e o nosso privilégio foi aprender do Capitalismo e Marxismo e da Política com um legítimo marxista, não como alguém que apenas conhece o discusro, mas com alguém que discursa.
Isso dificultou bastante as nossas discussões de bar.

18.1.10

Venda

E o tempo flui

Flutua

Tudo vem dado

Contínuo presente passado

Vivo vendado

Inerte, suspenso

Calado

Insatisfeito com tudo

Contudo,

Todo vendado

Fundamenta o imaginário

Vive de planos

ambíguos

Fracassados

Em segundos o plano

B

Vira pano de fundo

É preciso arruinar tudo

Ou apertar o nó da venda

Apertar o nó da venda da alma

12.1.10

O Natimorto

Esse é um vídeo, uma promoção do filme, o ator é o escritor.
Eu recomendo a leitura de Lourenço, e os filmes que saem de seus livros são sempre bons,
pro meu gosto.

3.1.10

Era Uma Vez Dois - Contatos de Terceiro Grau


- Você faz direito?

Ela perguntou, me conhecia de vista, ou de ouvir falar talvez.

- Faço.

Respondi com a piada pronta na cabeça mas resolvi guardá-la pra mim.

- Ai como você agüenta?

- Ah eu gosto, direito é muito loco.

Minto de primeira mas dá trabalho explicar minha relação com esse curso, meu desgosto é de gostar.

- Eu fiz no começo do ano, mas não agüentei e saí.

- Ah é por quê? Dissimulo.

- Acho que foi o povo do direito, aquela espécie.

A espécie da qual ela se referia eu conheço bem, o pessoal do mundo jurídico, veja que como se fossem de outro mundo eles se consideram outra espécie.

Espécies jurígenas,

Jurienígenas.

Uns putos arrogantes de pouco senso crítico, eu faço parte, posso falar mal.

24.11.09

Ser ou Não Ser ? Eis a Questão.

Certa vez conheci um cara que tinha um sonho simples, ele queria ser mendigo. Conhecendo-o bem como eu conhecia, destarte me pus intrigado, afinal ele sempre pensa muito nas coisas e tem compulsão por explicações lógicas ligadas por raciocínios avessos.
Dai que a resposta era igualmente simples, ele simplesmente achava que estar totalmente fora do sistema era uma coisa boa.
A mendicância é crime, ou seja, mais subversivo impossível, a ele agradava a idéia de ter todo o tempo da sua vida pra si próprio se recusando aceitar que o conforto previamente imposto como pote de ouro no final do arco-íris fosse o único possível para uma pessoa se satisfazer pessoalmente, ora, se a satisfação é pessoal, a pessoa é quem determina.
Óbvio que essa satisfação pode ser determinada pela busca do prazer, porém não é necessário que esta coincida com a satisfação pré-fabricada imposta pela sociedade de consumo, embora muitas vezes haja a intersecção.
Hoje eu ajudaria a ele em sua tese complementando que se é mesmo impossível fruir dos direito de igualdade e liberdade, antes levar a liberdade ao máximo, deixando ao livre arbítrio o poder de não ser nada na vida, e ser feliz mesmo assim.
É pragmático e problemático, soa ridículo porque achamos que estamos no caminho certo, lutando com todas as nossas forças e nosso engenho para nos inserirmos com êxito no sistema, às vezes sem nos perguntarmos porquê.
Você já se se perguntou por que você quer o que quer, e por que e por que?

Algumas pessoas que usam sua criatividade e talento de um modo alternativo: